non riesco a dormire.
é una specie di ansia che non mi fa addormentare. me ne sto ogni notte ad ascoltare discorsi di Saviano, di Travaglio, della De Gregorio, servizi della Gabanelli, e a volte anche i programmi di Lucarelli, anche se lui é buffo. Uno dopo l'altro, finché non dormo. Mi interessano davvero. Di Saviano e della De Gregorio poi penso di aver già visto e ascoltato tutti i video in circolazione. Però credo di assistere in parte anche per la nostalgia, ammetto che non so se li guarderei con la stessa ossessione se adesso mi trovassi in Italia. É una "abitudine/necessità" che é cominciata qui e della quale non posso prevedere gli sviluppi. L' insonnia mi colpisce quasi sempre quando dormo da sola, come se mancasse a me una calma proveniente dall'esterno, un'energia estranea alla mia ma allo stesso tempo in intimità con essa.
non sono una persona ossessionata dal controllo delle cose che fanno parte della mia vita, non penso mai che qualcuno abbia dei doveri nei miei confronti o delle scadenze, non impongo niente a nessuno e vale anche per me. lascio che alcune cose importanti ma non fondamentali restino incerte perché in qualche modo riconosco che questa é la mia strada e per ora é così che la devo percorrere. non controllo niente e nessuno, solo la mia posta e, a volte e purtroppo, qualcosa di me a livello più superficiale, ma non é di quello che mi interessa scrivere qui. sono quindi abituata a sentirmi spesso in medias res, come se ogni volta fossi ad uno snodo fondamentale, senza conoscere il seguito, abituata a non riuscire a prevedere nulla di me nemmeno a distanza di un mese.
eppure, questa mancanza di "rigore" a volte si riflette sulle mie azioni rendendole disordinate, mi rende più fragile, più penetrabile dalla rabbia (che non trova mai una valvola di sfogo), mi distrae quando leggo un libro di narrativa (in questi casi leggo molto più facilmente saggi, giornalismo o fumetti), come se non ci fosse spazio in me per immedesimarmi anche in qualcos'altro. Cerco solo i riempirmi di informazioni sul mondo, sarà anche questo una sorta di tentativo di controllo? non so, mi sembra che il contatto con me diventi più difficile.
non riesco a camminare per strada se non ho musica nelle orecchie. o meglio, ci rinuncio. io, da sola con me, senza musica, non ho ancora capito se mi spaventi, se mi deluda o se, più tristemente, percepisca i miei pensieri come grigi. dico grigi perché alla mia forma di pensare e sentire si accompagna indissolubilmente una visualizzazione spontanea di colori. como ho già raccontato in un altro post, mi succede con i numeri ma anche con le parole (nomi di persona ecc...) e con la musica, come immagino capiti anche alla maggior parte delle persone.
non c'é niente di disperatamente difficile ed io mi tormento. io rendo ogni cosa più complessa di quanto non sia, tiro tutti gli elastici. tutto é gestibile fuori di me, sono io che a volte mi rendo ingestibile da me.
terça-feira, 9 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
A lista incompleta dos meus medos (tradução)
Não quero ir a dormir porque estou com medo do dia de amanhã e não sei o por quê. Temo que, se eu fosse dormir agora, perderia a noite toda e acordaria tendo já que ir trabalhar e não quero que o tempo se passe tão rápido assim, como quando a gente dorme.
Estou aqui na frente da pagina branca faz um tempinho, e todo o que surge para escrever me parece entediante.
Então, na esperança que isso se revele benéfico para mim, vou escrever uma lista. A lista incompleta dos meus medos.
Vamos:
antes de todo, tenho medo de ter muito medo de alguma coisa. porque eu sei qual é o efeito que isso tem sobre mim e o quanto que isso me paralisa. quando tenho muito medo eu vejo tudo deformado, como se eu tivesse alucinações sobre os significados das coisas.
tenho medo de não ser capaz de utilizar a criatividade para viver, de saber só sonhar com ela e nada mas.
tenho medo de ser uma pessoa que não absorve nada, polida, que cria uma distancia entre ele mesma e os outros, uma pessoa que nunca esta, que se fala "conte comigo", os outros não acreditam.
tenho medo da minha forma de falar um pouco lenta e desarticulada que, varias vezes, não me permite conseguir explicar alguma coisa para alguém, sem fazer o meu interlocutor se perder na minha confusão (O QUE NÃO DEPENDE DO IDIOMA!).
tenho medo de não conseguir cuidar das pessoas e, de uma forma ou de outra, faze-las sentir abandonadas, levando elas, dessa forma e talvez, a me abandonar.
e acredito ter outros medos ainda, mas por enquanto paro aqui
Estou aqui na frente da pagina branca faz um tempinho, e todo o que surge para escrever me parece entediante.
Então, na esperança que isso se revele benéfico para mim, vou escrever uma lista. A lista incompleta dos meus medos.
Vamos:
antes de todo, tenho medo de ter muito medo de alguma coisa. porque eu sei qual é o efeito que isso tem sobre mim e o quanto que isso me paralisa. quando tenho muito medo eu vejo tudo deformado, como se eu tivesse alucinações sobre os significados das coisas.
tenho medo de não ser capaz de utilizar a criatividade para viver, de saber só sonhar com ela e nada mas.
tenho medo de não aprender tudo aquilo que eu poderia aprender da minhas experiências, sobretudo das viagens.
tenho medo de realizar que, por ter feito as experiências que eu fiz, eu deveria ser uma pessoa mais inteligente do que sou.
tenho medo de não superar nunca o nível "bom" naquilo que eu faço, e ao longo do tempo, baixar esse nível para "mediocre"(palavra que não sei bem traduzir desde o italiano).
tenho medo de não saber aproveitar das oportunidades. daquelas que quando chegam você tem que agarra-las logo.
tenho medo de não chegar a acabar as coisas que eu gosto e que começo a fazer com entusiasmo, só porque me parecem travessias longas e difíceis demais.
tenho medo de chegar a não sentir nada pelas coisas que estão ao redor de mim.
tenho medo de me adaptar, e parar de correr atrás dos meus ideais.
tenho medo da minha ausência, medo de ser uma pessoa ausente para quem esta perto de mim e para quem é amigo.
tenho medo de ser uma pessoa que não absorve nada, polida, que cria uma distancia entre ele mesma e os outros, uma pessoa que nunca esta, que se fala "conte comigo", os outros não acreditam.
tenho medo de decepcionar qualquer pessoa que se espere algo de mim, de não fazer bastante.
tenho medo de não conseguir me rebelar e levantar a minha voz quando alguém pisa nos meus direitos.
tenho medo de não conseguir me rebelar e levantar a minha voz quando alguém pisa nos meus direitos.
tenho medo do meu malestar, pois temo que isso possa criar uma energia negativa que, a partir de mim, se expanda também para os outros.
tenho medo de nunca conseguir me impor.
tenho medo das brigas e de brigar pois não sei gerenciar isso e sempre me machuca bastante.
tenho medo de não ter a coragem de brigar para algo importante, porque isso também faz eu ficar muito mal.
tenho medo que seja verdade, que me falta caracter.
tenho medo de subir demais o tempo e o caso.
tenho medo que seja verdade, que me falta caracter.
tenho medo de subir demais o tempo e o caso.
tenho medo de escolher os caminhos mais fáceis e de não reparar nisso.
tenho medo de enloquecer, ma só as vezes.
tenho medo de enloquecer, ma só as vezes.
tenho medo de virar uma pessoa indiferente.
tenho medo da minha desinformação.
tenho medo da sua desinformação.
tenho medo da minha desinformação.
tenho medo da sua desinformação.
tenho medo de falar que estou triste ou machucada para pessoas importantes para mim, porque tenho medo que isso faca com que elas se afastem.
tenho medo de nunca eu gostar de mim, em todos os sentidos, e que isso me deixe obsessiva e escrava para sempre.
tenho medo de não chegar a fazer nada de verdadeiramente importante para alguém que não seja eu.
tenho medo de não saber fazer escolhas corajosas ou, de toda forma, de não saber fazer algo verdadeiramente corajoso.
tenho medo das manhãs nas quais quando acordo não tenho vontade de me levantar, pois sei que isso significa que algo não está me deixando contente, enquanto eu sempre queria me sentir cheia de entusiasmo.
tenho medo de não partecipar bastante, ou quanto eu queria.
tenho medo de não saber fazer escolhas corajosas ou, de toda forma, de não saber fazer algo verdadeiramente corajoso.
tenho medo das manhãs nas quais quando acordo não tenho vontade de me levantar, pois sei que isso significa que algo não está me deixando contente, enquanto eu sempre queria me sentir cheia de entusiasmo.
tenho medo de não partecipar bastante, ou quanto eu queria.
tenho medo da minha forma de falar um pouco lenta e desarticulada que, varias vezes, não me permite conseguir explicar alguma coisa para alguém, sem fazer o meu interlocutor se perder na minha confusão (O QUE NÃO DEPENDE DO IDIOMA!).
tenho medo de não conseguir cuidar das pessoas e, de uma forma ou de outra, faze-las sentir abandonadas, levando elas, dessa forma e talvez, a me abandonar.
e acredito ter outros medos ainda, mas por enquanto paro aqui
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Lista incompleta delle mie paure
(sono le due meno venti del mattino. non voglio andare a dormire perché ho paura della giornata di domani e non so perché, per cui temo che se andassi a dormire ora, perderei tutta questa notte e mi sveglierei dovendo già andare a lavorare e non voglio che il tempo passi così in fretta come quando si dorme.
sono davanti a questa pagina da un po' e tutto quello che viene da scrivere mi sembra noioso.
ho deciso allora di cercare di pensare a qualcosa di utile, utile nel senso che il fatto che io scriva questa cosa magari potrebbe rivelarsi benefico per me, come una sorta di esorcismo.
magari.
una lista)
la lista incompleta delle mie paure.
ho paura di avere molta paura di qualcosa. perché so qual'é l' effetto che questo ha su di me e come per me sia paralizzante. quando ho molta paura vedo tutto deformato come se avessi delle allucinazioni sui significati delle cose.
sono davanti a questa pagina da un po' e tutto quello che viene da scrivere mi sembra noioso.
ho deciso allora di cercare di pensare a qualcosa di utile, utile nel senso che il fatto che io scriva questa cosa magari potrebbe rivelarsi benefico per me, come una sorta di esorcismo.
magari.
una lista)
la lista incompleta delle mie paure.
ho paura di avere molta paura di qualcosa. perché so qual'é l' effetto che questo ha su di me e come per me sia paralizzante. quando ho molta paura vedo tutto deformato come se avessi delle allucinazioni sui significati delle cose.
ho paura di non essere capace di usare la creatività per vivere, di saperci sognare e basta.
ho paura di non imparare tutto quello che potrei dalle mie esperienze, soprattutto dai viaggi.
ho paura di accorgermi che, proprio per il tipo di esperienze che ho fatto, dovrei essere più in gamba.
ho paura di non superare mai il livello di "buono", in quello che faccio e, alla lunga, abbassarlo alla mediocrità.
ho paura di non saper cogliere le occasioni.
ho paura di non portare a termine le cose che mi piacciono e che comincio con entusiasmo, solo perché mi sembrano traversate troppo lunghe e difficili.
ho paura di arrivare a non provare niente, di non sentire niente, per le cose che mi circondano.
ho paura di adattarmi e smettere di inseguire quelli che considero i miei ideali.
ho paura della mia assenza, di essere una persona assente con chi mi é vicino e amico.
ho paura di essere una persona "scivolosa", che crea una distanza tra se e gli altri, una persona che non c'é mai e su cui non si può contare.
ho paura di deludere chiunque si aspetti qualcosa da me, di non fare abbastanza.
ho paura di non riuscire a ribellarmi quando qualcuno calpesta i miei diritti.
ho paura del mio essere di malumore, perché temo che questo possa creare una energia negativa a partire da me che si estenda anche agli altri.
ho paura di non sapermi mai imporre.
ho paura di litigare perché non so gestire i litigi e mi fanno sempre sentire molto male.
ho paura di non saper arrivare a litigare per qualcosa, perché anche questo mi fa male.
ho paura che sia vero, che io non abbia carattere.
ho paura di subire troppo il tempo e il caso.
ho paura di scegliere le strade più facili e non rendermene conto.
ho paura di impazzire, ma solo a volte.
ho paura di diventare indifferente.
ho paura della mia disinformazione.
ho paura della tua disinformazione.
ho paura di dire che sono triste o che mi sento male alle persone per me importanti, perché temo di farle allontanare.
ho paura di non piacermi mai in tutti i sensi e che questo mi renda schiava e ossessiva sempre.
ho paura di non arrivare a fare niente di veramente importante per qualcuno che non sia io.
ho paura di non saper fare scelte coraggiose o, comunque, qualcosa di davvero coraggioso.
ho paura delle mattine in cui mi sveglio e non mi va di alzarmi perché so che significa che sono scontenta di qualcosa, mentre vorrei sentirmi sempre entusiasta.
ho paura di non partecipare abbastanza.
ho paura del mio parlare un po' disarticolato, che spesso non mi permette di riuscire a spiegare qualcosa a qualcuno senza farlo perdere nella mia confusione.
ho paura di non sapermi prendere cura delle persone e, in qualche modo, di farle sentire abbandonate, facendo si che siano loro, forse, ad abbandonare me.
e devo averne tante altre, di paure, ma per ora mi fermo qui.
io allo stato grezzo
questa é la copia di una e-mail che ho mandato ad una persona che scrive mille volte meglio di me quando si tratta di testi (sicuramente scrive tutto meglio di me). le ho chiesto di aiutarmi a scrivere il testo di una canzone a cui sto lavorando e quello che segue é il contenuto che gli ho mandato, chiedendomi e chiedendogli (perché é una persona ma é "lui"), cosa lui ne farebbe.
e-mail:
ti mando i pensieri che vorrei si trasformassero in testo. sono buttati lì uno dopo l' altro. ma la cronologia in fondo ha un microsenso. forse li troverai melensi e penserai che lasciano molto a desiderare ma sono veri, almeno adesso, in questo momento, é quello che io credo.
la grammatica é tutta incasinata non aspettarti Roland Barthes :) mi giustifico dicendo che la grammatica é lo specchio della mia inquietudine o della mancanza di equilibro :)
avevo pensato di rifugiarmi in tutto quello che avrei potuto vedere del mondo, che almeno avrei fatto gli occhi felici e il resto di me si sarebbe accontentato di galleggiare da solo.
però poi, mentre seguivo la mia decisione, ho iniziato a capire che tutto quello che guardavo non parlava ai miei occhi, ogni cosa era un linguaggio che si piantava come una freccia nel petto ed io vedevo il mondo, e lui parlava anche di me. ma non era il paesaggio di terra, erano tutti quelli che non erano me. erano le persone con cui mi incontravo, con cui ridevo o non parlavo, che mi piacevano e non mi piacevano, che mi incuriosivano e spaventavano.
Erano il viaggio dentro il viaggio.
Ogni persona mi da un pezzo di infinito ed é lì che ci sono anche io, ed é lì che io divento un bene e divento un male. Ed é tra me e lei che io esisto. Ed é tra me e lei che non sono mai uguale.
Ma ogni incontro ha un peso talmente grande che non so per quanto tempo potrò caricare quei pezzi di infinito che mi fanno essere fino a morire. Non possono restare tra le mie braccia. Li devo passare ad altre braccia o ad altro. Mi devono solo attraversare. Perché se si fermano in me, alla fine perderanno il senso. Devono, dopo di me, arrivare a qualcun altro. Essere destinati a qualcun' altro.
Devo essere condivisi.
le cose non si possono fermare a me ma devono passarmi attraverso e poi arrivare a qualcuno o diventare qualcosa, io non sono il punto di arrivo, sono un ponte forse non posso che essere questo, o un porto da dove si parte forse non posso che essere questo, un corridoio o una porta forse non posso che essere questo e il punto d'arrivo spero sia qualcun' altro o qualcos'altro. Qualcosa che sia utile più di me, che serva più di me, perché solo come tramite, io mi sento un qualcuno.
precisazione che gli ho fatto su skype:
l' ultima parte significa che io non esisto se non posso condividere. se le cose restano dentro di me e, attraverso me, non arrivano a qualcun altro, si spengono, si cancellano, diventano cenere.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
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