quinta-feira, 1 de novembro de 2012

TÊM QUE ASSISTIR / DA VEDERE



http://www.youtube.com/watch?v=7N8wkVA4_8s

bemmal

Estouestouestouaqui. Não estou aqui. Dove sono?

As vezes me parece que a minha forma de olhar para as coisas seja como o movimento de um músculo. Tensa e relaxada tensa e relaxada mas também longe mais longe mais perto mais longe. Onde é que eu estou? Porque? O medo e o prazer, eles se confundem? E como isso pode acontecer?

e porque eu sou só isso? porque talvez eu sou só isso

é muito complexo
querer ser
sem perder o equilíbrio


deve ser mais
eu procuro
mas
mas eu procuro
mas eu procuro
que queime mais
dar algo mais bello para qualquer pessoas que não seja eu
dar
dar
mas
eu procuro
um bem

tenho em mim todo o bem do mundo
tenho em mim todo o mal do mundo
tenho em mim todo o bem do mundo

ego zografizo me ta oneira

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

14/10/2012 IL SOGNO CHE RICORDO


Sono nella casa del giunco, a Carloforte. Devo svegliarmi per andare a lavorare alla Cinevídeo.
Probabilmente sto dormendo in salotto (un salotto che é molto più grande e diverso da quello di casa), perché c'é una specie di gigante-uomo che dorme in camera mia. Non so bene chi sia, ma lo sto ospitando.
Mi alzo e vedo Diana dall'altra parte del salone, seduta ad un tavolo pieno di fogli colorati e di progetti a forma di gomitoli e Didó. É molto allegra ed ha un cavallo con sé, proprio al suo fianco.
Vorrebbe parlarmi, ma purtroppo sono in ritardo e non riesco darle tutta l'attenzione che vorrei. Comunque sono tranquilla perché sta per arrivare anche Arianna. Ma non so come comportarmi con il cavallo perché non ne ho mai avuto uno e ho paura che mi morda la mano (haha!). Ma Diana mi dice che é buonissimo e che posso stare tranquilla. Quindi sto tranquilla.

Salgo le scale ed entro lentamente nella stanza, dove il gigante-uomo sta dormendo, per prendere qualcosa.
Quando torno giù, il cavallo mi si avvicina e mi accorgo che Diana gli ha messo il rossetto. Un rossetto fortissimo... la bocca sembra proprio quella di una persona!
Mentre lo osservo, Diana, con grande allegria, mi chiede "non gli sta benissimo?" e io rispondo di si, perché in effetti il cavallo lo porta molto bene.  Tra l'altro sembra ne vada anche orgoglioso.

Mentre guardo gli ampi spazi della casa, il cavallo correre da una parete all'altra, Diana intenta a costruire cose colorate sul tavolo e vedo la luce che entra da fuori e penso al mare, mi sveglio.
E in effetti é tardi, e devo andare.

É assim que muitas vezes vão as coisas (tradução)

(Anticipadamente peço desculpa por todos os erros de português).


No domingo, o meu deus de dentro costuma sair de férias. E eu, sem ele, sento-me perdida. 
Mas hoje (quer dizer, domingo), me foi bem porque eu tinha que escrever, e ele fez me sentir a sua presença, o meu deus de dentro.
Ele está sempre muito faminto, tem que se nutrir de novidades, de coisas que chamem a atenção dele, para ficar em saúde. Quando isso vem a faltar, o deus de dentro sobrevive com desafios menores, com o trabalho que o sacudi, com o movimento.
Se também isso vai faltar, ele morre.
Depois renasce, claro. Ou, pelo menos, isso está claro para mim. 

Mas quando morre, ele ser parte de mim, ou eu ser parte dele, é agonizador (? ou deveria dizer exaustivo?). Quero dizer, é exaustivo esperar que ele nasça de novo.
Pensava que deve ser um deus de dentro tão exigente que passa o confim do capricho, mas apesar de tudo, nunca brigo com ele. Para dizer a verdade, eu o adoro.


Dois anos atrás comecei a escrever um roteiro para um longa, chamado "Não fomos bons".
Relendo-o, estou achando que esse micro-textinho fosse particularmente autobiográfico:

 “É assim que vão as coisas muitas vezes. As pessoas se abrem comigo, me contam de se mesmas, desabafam. Se desnudam com palavras que nem para um desconhecido, se sentem livres de me dar conselhos depois ter ganhado de mim as informações mais superficiais. Acreditam que duas palavras sobre a minha privacidade sejam suficientes para me conhecer em profundidade, mas a verdade, é que a parte isso, eu não falo nunca. 
Escuto. E pergunto. Pergunto muito. 
E nas lembranças desfocadas da multidão, o meu perguntar se torna um dizer sem interrogação. Se torna um contar.
A verdade é que não me escutam com facilidade, o meu falar não tem muito espaço. O meu papel é ser um balde onde derramar os lamentos do desespero, as confidências mais maliciosas, as criticas mais cruéis. 
Mas acontece também que as pessoas me confiem os seus sonhos. 
Sem querer elas me protegem, cuidam de mim. 
Me dão calor.
E eu, arrancada por uma infinita tristeza, antes o depois, as abandono". 

Assim, eu me sentia. 




terça-feira, 16 de outubro de 2012

É COSÌ CHE VANNO SPESSO LE COSE


Di solito, di domenica, il mio dio di dentro va in vacanza. Ed io mi sento persa senza di lui. Però oggi mi é andata bene perché dovevo scrivere e lui mi ha fatto sentire la sua presenza, il mio dio di dentro.

Il mio dio di dentro é molto affamato, si deve nutrire di cose nuove e interessanti per stare in salute. In mancanza di queste sopravvive con le piccole sfide, con il lavoro che scuote, con il movimento. Se anche questo viene a mancare, lui muore. Poi rinasce, ovvio. O almeno é ovvio per me. Però, quando muore, portarselo dietro é stremante. Voglio dire, é stremante attendere che rinasca.
Stavo pensando che dev'essere un dio di dentro talmente esigente da sforare nel capriccio... eppure non ci litigo mai. A dire il vero, gli voglio proprio bene.

Due anni fa ho iniziato a scrivere una sceneggiatura per un lungometraggio, dal titolo "Non siamo stati bravi".

Stavo pensando, rileggendola, che questo micro pezzo fosse particolarmente autobiografico:


“É così che vanno spesso le cose.

Le persone si aprono con me, mi raccontano di sé, si sfogano. Si spogliano delle parole che non possono pronunciare se non in presenza di una sconosciuta, si sentono libere di darmi consigli dopo aver saputo di me le informazioni più superficiali. E credono che siano sufficienti due parole sul mio privato per conoscermi a fondo ma la verità, é che a parte questo, io non parlo mai. Ascolto. Faccio tante domande. E nel loro ricordo sfuocato, il mio domandare si trasforma in un esporre, in un raccontare.

In realtà non mi ascoltano facilmente, al mio parlare non viene dato molto spazio. Il mio ruolo reale e’ quello di un secchio nel quale riversare i lamenti più disperati, le confidenze più maliziose e  i pettegolezzi più crudeli.

A volte però mi confidano anche i loro sogni. Indirettamente mi proteggono, si prendono cura di me. Mi danno calore. Ed io,  travolta da un’abitudinaria tristezza, prima o poi li abbandono”.


Così io mi sentivo.

domingo, 14 de outubro de 2012

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

QUANDO VOU DORMIR

Quando vou dormir, não durmo sem ler um livro (pode ser sobre qualquer coisa), ou sem ocupar o silencio com algum video do youtube de algum jornalista italiano que fala sobre a mafia, sobre a camorra, sobre a politica, ou vendo um programa jornalistico que faz reportagens interesantes sobre a crisi, los bancos etc... etc...
Geralmente, o quem gosto mais de escutar é o Roberto Saviano.